terça-feira, 14 de março de 2017

agnus dei



 senhor ri 
ao ver a cria 
 cambaleante temerosa 
experimentando seus 
primeiros passos 
ele se saboreia com
 os primeiros medos 
senhor se excita 
ao ver a cria 
aos berros quando 
lesados joelhos 
palmas das mãos 
ele se deleita 
 com sangue novo 
doce vertendo 
senhor goza 
ao ver a cria 
 se esfregando 
entre os peitos 
fartos quentes 
de sua mãe 
   ele delira extasiado 
 às lagrimas suor 
senhor respira 
profundo 
contente 
a saber q 
 sempre 
 terá 
 mais




Um comentário:

  1. Eu li esse poema com uma enorme perplexidade. Não consigo não externar minha admiração, sua sagacidade... Como não perceber e admirar a perspicácia da sua escrita? Como não fica encantada com a força e paixão das suas palavras? Nossa!!! A dualidade desse poema é simplesmente perfeita. Quero dizer, a dualidade que fica explicito nesse poema (podendo se interpretar que vc fala de um pai que admira sua cria... ou/e do senhor Deus/Estado/Sociedade...), pois, além de tudo ele anda possibilita outras interpretações. É de um talento e beleza admirável, verdadeiramente admirável!

    ResponderExcluir