agnus dei
senhor ri
ao ver a cria
cambaleante
temerosa
experimentando
seus
primeiros passos
ele se saboreia
com
os primeiros
medos
senhor se excita
ao ver a cria
aos berros
quando
lesados joelhos
palmas das mãos
ele se deleita
com sangue novo
com sangue novo
doce vertendo
senhor goza
ao ver a cria
se esfregando
entre os peitos
fartos quentes
de sua mãe
ele delira
extasiado
às lagrimas suor
senhor respira
profundo
profundo
contente
a saber q
sempre
terá
mais

Eu li esse poema com uma enorme perplexidade. Não consigo não externar minha admiração, sua sagacidade... Como não perceber e admirar a perspicácia da sua escrita? Como não fica encantada com a força e paixão das suas palavras? Nossa!!! A dualidade desse poema é simplesmente perfeita. Quero dizer, a dualidade que fica explicito nesse poema (podendo se interpretar que vc fala de um pai que admira sua cria... ou/e do senhor Deus/Estado/Sociedade...), pois, além de tudo ele anda possibilita outras interpretações. É de um talento e beleza admirável, verdadeiramente admirável!
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